quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Dia dos Braços Estendidos

Doação que gera renovação!
O próximo dia dos Braços Estendidos será na Sexta-feira da Paixão, quando
cristãos do mundo inteiro celebram o maior gesto de amor da História.

domingo, 25 de janeiro de 2009

Doar sangue é doar vida e amor

Ontem, domingo, 25 de Janeiro, a REINA - Igreja do Futuro promoveu "O Dia dos Braços Estendidos". Cerca de 50 reinistas de Parque Fluminense, Engenho Novo, Duque de Caxias e Nilópolis foram em caravana para a Sede da Hemorio no Centro do Rio de Janeiro, para doar sangue.

Foi gratificante ver aquela turma alegre, vibrante, encarnando a mensagem do amor e da graça de Jesus Cristo.

Gostaríamos que esta iniciativa incentivasse outras igrejas a fazer o mesmo. Não se trata de estratégia evangelística, mas apenas demonstrar o amor de Deus de maneira despretensiosa. Acredita-se que a cada doação de sangue, entre três e quatro vidas serão beneficiadas. Sendo assim, a campanha dos Braços Estendidos abençoou pelo menos 150 pessoas.


Esta campanha foi idealizada pelo jovem Wilton, reinista de Parque Fluminense. Na primeira vez em que foi realizada, cerca de quinze pessoas atenderam ao convite e compareceram à Hemorio. Esta foi a segunda edição, e tivemos um crescimento de mais de 200%.

A próxima edição está sendo programada para Abril, e nossa meta é triplicar o número de doadores.

O "Dia dos Braços Estendidos" é promovido pelo Projeto Tesouro Escondido desenvolvido pelo Instituto Defensores do Futuro, braço social da REINA.

Agradeçemos pelos pastores que estiveram na linha de frente conosco, entre eles, meu esposo Bispo Hermes Fernandes, Rev. Alexandre de Paula e sua esposa Pra. Odisséa, Pr. Cecílio Jr. e sua esposa Diaconiza Leah, Rev. Everaldo Silva, Pra. Claudia e Pr. Eddmilson.

Lembre-se que a renovação que almejamos só será possível onde houver doação.

A doação de sangue nos oferece um boa analogia disso. O sangue que doamos é reposto pelo organizamos em 24 horas.

Tudo o que fazemos pelo bem de nosso semelhante de maneira despretensiosa, nos proporciona renovação, além da maravilhosa sensação de gratificação.

Infelizmente, há muita desinformação, e por isso, muitos que poderiam doar, se negam a fazê-lo. Seja por medo, por preconceito, ou por qualquer outra razão.
Já imaginou se todas as igrejas promovessem uma campanha como esta? Quantas vidas seriam salvas?
Pregar o amor é relativamente fácil. Mas somos desafiados por Deus a encarnar o amor. Da próxima vez, embarque nesta conosco. Não desperdice a oportunidade de fazer o bem.
Quem sabe, quando chegarmos lá na glória eterna, algum desconhecido se aproximará de você pra agradecer por ter-lhe salvo a vida?
Podem doar sangue pessoas entre 18 e 65 anos, pesando acima de 50 quilos. Para maiores informações, visite o site da Hemorio. Ou se preferir, ligue 0800 2820708
Jamais se esqueça: "Que as mesmas mãos que estendemos a Deus em louvor, sejam estendidas ao próximo em Amor".

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

É possível ter saudade do futuro?

“Também temos saudade do que não existiu, e dói bastante” (Carlos Drummond de Andrade).

“Saudade”. Sem dúvida uma das mais belas palavras de nossa língua. Uma das únicas que não podem ser traduzidas pra nenhum outro idioma.


Embora só exista “saudade” em português, este sentimento é comum a todos os povos e culturas. Temos saudade do que passou, de pessoas que se foram, de experiências que vivemos, e até daquilo que fomos um dia.


Mas a pior das saudades é a saudade do futuro.

Como é possível sentir saudade do que ainda não vivemos? Que sentimento é esse?


Imaginemos uma mulher grávida, que subitamente aborta o filho. Mesmo sem nunca tê-lo embalado em seu colo, nem tê-lo visto, o que ela sente é saudade. Não é saudade da barriga preponderante, mas de um futuro que jamais se concretizará. Saudade de toda expectativa investida. Saudade de um choro de criança que ela jamais ouvirá.


É uma sensação estranha, porém, real. Cada momento que vivemos está grávido do futuro.

O futuro é fruto do casamento entre a eternidade e o agora.


Às vezes temos a sensação de que o futuro foi abortado. É esta sensação que produz em nós um tipo de saudade do futuro.


O sábio Salomão diz que Deus “pôs a eternidade no coração dos homens” (Ec.3:11). Em outras palavras, Deus fecundou nossa alma com a semente da eternidade.


Nosso corpo está sujeito ao tempo, mas nossa alma nos conecta diretamente à eternidade. E é por isso que Paulo declarou: “Por isso não desfalecemos. Ainda que o nosso homem exterior se corrompa, o interior, contudo, se renova de dia em dia” (2 Co.4:16).


Se a fé nos conecta à eternidade, a esperança nos conecta ao futuro.


Há situações que enfrentamos em nosso dia a dia que parecem destruir nossa esperança. Aos poucos, a esperança vai cedendo lugar ao desespero. E quando isso acontece, não é apenas o corpo que se consome, mas também o homem interior.


Jó experimentou isso na pele e na alma:


“O meu espírito vai-se consumindo, os meus dias vão-se apagando, e só tenho perante mim a sepultura”. Jó 17:1


Isso me lembra uma cena do filme “De volta para o futuro”, em que o protagonista volta ao passado, e percebe que uma foto que ele trouxera do futuro está se apagando, pelo fato de seu passado estar sendo alterado, e seu futuro comprometido.


Não há como retornar ao passado para alterar o presente ou o futuro. Mas podemos viver o presente comprometidos com o futuro.


Quando vivemos sem qualquer perspectiva, nosso espírito vai se consumindo, quando a vontade de Deus é que ele se renove dia após dia. É nosso homem exterior que se corrompe com o tempo. Nosso espírito tem que ser constantemente renovado. A esperança é a fonte da juventude, onde nosso espírito deve mergulhar para manter-se sempre jovem e disposto.


Se nosso espírito for consumido pela falta de perspectiva, nossos dias desbotarão, e a vida perderá sua cor. Então, só nos restará uma possibilidade: a sepultura.


Nossos dias se apagam, quando nosso futuro se desvanece. Quando já não temos expectativas, nem esperança.


Era assim que Jó se sentia.


“Os meus dias passaram, malograram-se os meus propósitos, e as aspirações do meu coração (...). Se a única casa pela qual espero for a sepultura, se nas trevas estender a minha cama, se à corrupção clamar: Tu és meu pai; e aos vermes: Vós sois minha mãe e minha irmã, onde estará então a minha esperança? Sim, a minha esperança, quem a poderá ver?” Jó 17:11,13-15


Lembremo-nos que a fé que nos conecta à eternidade. Mas é a esperança que nos impulsiona para o futuro. Quando a esperança se esvai, temos que recorrer à fé.


Paulo diz que devemos atentar “nas coisas que se vêem, mas nas que não se vêem. Pois as que se vêem são temporais, e as que não se vêem são eternas (...). Andamos por fé, e não por vista” (2 Co. 4:18; 5:7).


O futuro não pode ser abortado, mas a esperança sim. E se ela tem sido sabotada pelas circunstâncias adversas, somente a fé poderá restaurá-la.


Foi o que aconteceu a Abraão, que “em esperança, creu contra a esperança, que seria feito pai de muitas nações (...). E não enfraqueceu na fé, nem atentou para o seu próprio corpo amortecido” (Rm.4:18a,19a).


Soa estranho para nós o fato de alguém crer contra a esperança. A fé deve ter primazia sobre a esperança.


A fé nos faz acessar a eternidade, onde o futuro já é presente, um presente que ainda não foi desembrulhado.


Na definição do autor sagrado, “a fé é a certeza das coisas que se esperam, e a prova das coisas que não se vêem” (Hb.11:1).


Nossa fé deve estar voltada para Aquele que “chama a existência as coisas que não são, como se já fossem” (Rm.4:17).


O que ainda será na perspectiva do tempo, já o é na eternidade.


Crer contra a esperança, é, ao mesmo tempo, crer aliado à esperança. É transcender o tempo e o espaço, e vislumbrar a eternidade.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

"A Favorita", o fim de um engano

Esta semana a Rede Globo exibe os últimos capítulos da novela "A Favorita". Mesmo quem não acompanha novelas assiduamente (como é o meu caso!), já ouviu inúmeros comentários acerca deste fenômeno da dramaturgia nacional.

Lembro que logo nas primeiras semanas de exibição, os telespectadores foram pegos de surpresa quando descobriram que estavam torcendo pela personagem errada. Todos imaginavam que a mocinha era Flora (magistralmente representada pela atriz Patrícia Pillar), enquanto a vilã era Donatela (Claudia Raia). Sentimo-nos todos enganados, traídos. O diretor conseguiu nos ludibriar. Fomos todos vítimas de uma pegadinha.

As pessoas comentavam no salão de beleza, no supermercado, na fila do banco. A maioria dizia que não daria mais audiência àquela novela.

Muitos acharam que o diretor havia cometido uma espécie de suicídio autoral. Como ele poderia resgatar a credibilidade de sua obra?

Por incrível que pareça, a segunda metade da novela alcançou índices ainda maiores de audiência.

Todos queriam saber que fim teria a maligna Flora, aquela que conseguiu nos enganar a todos.

Não foi preciso muita criatividade para que João Emanuel Carneiro, o autor de "A Favorita" elaborasse um enredo tão surpreendente. Bastaria olhar para a História para verificar a freqüência com que as pessoas optam pelo lado errado.

Entre Jesus e Barrabás, quem foi o "favorito" daquela turba enraivecida?

Muitos também se deixaram ludibriar por Absalão, o filho ingrato de Davi, que além de seduzir boa parte da população de Jerusalém, fez com que seu próprio pai fosse visto como um vilão.

Falta espaço para relatar tantos outros casos em que o mocinho se tornou vilão, e o vilão se fez passar por mocinho.

Por isso, não podemos julgar preciptadamente. Nosso coração costuma ser susceptível ao engano.

Por trás de muitas caras angelicais, se escondem verdadeiros demônios. Enquanto que por trás de muitos rostos sisudos, se escondem seres humanos incríveis e amorosos.

Cuidado para que você jamais se deixe enganar, e tome partido pelo erro. Peça que o Espírito Santo lhe conceda discernimento de espíritos. Voz macia, olhos piedosos, jeito carinhoso, muitas vezes servem de disfarce para lobos vorazes.

Confesso que já me enganei inúmeras vezes. Já me surpreendi com pessoas que eu julguei mal, como também já me decepcionei com outras em quem acreditei de todo o meu coração.

Com isso, tenho aprendido a observar mais e a ler nas entrelinhas, buscando discernir as intenções do coração.

Não tenho mais favoritos, tampouco quero ser favorito de ninguém.